segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

ESTUDANDO NOSSOS PEQUENOS

Meninas,
Segue abaixo um material riquíssimo que saiu na nova escola em Junho de 2009, qualquer link vai para o site da revista.É UM TEXTO DELICIOSO!


O pensamento infantil sobre os fenômenos naturais

Entenda de que forma os pequenos criam teorias e explicam os fenômenos naturais até se aproximarem dos conhecimentos científicos


"Este é o planeta e as estrelas. E estas são estrelas também. E o astronauta."   Yolanda

"Tem uma Lua ajuntada (cheia) que parece uma bola e tem uma outra que é sem ajuntada."  Yolanda

"Sem ajuntada é quando ela tá sumindo. Quando ela tá ajuntada é quando é meia-noite."  Julia

"Aí, não é. Quando tá meia-noite, a gente tá dormindo. Então a Lua não tá ajuntada."  Yolanda
Revirando a memória, todos nós recordamos de ambientes, passagens e sensações da infância. Mas você saberia dizer como costumava explicar a alternância entre o Sol e a Lua no céu? A criança tem uma maneira muito peculiar de entender o mundo e, à medida que cresce, se desenvolve, tem acesso a novas informações e experiências e esquece seu antigo modo de pensar.

O professor de Educação Infantil, como muitos outros adultos, presencia e vive essa evolução. Conhecer a maneira como os pequenos formulam as primeiras explicações para a dinâmica dos astros (veja o desenho ao lado) não é apenas reviver o frescor da visão sem as amarras dos primeiros anos de vida. Um educador que considera os processos por que passa a criança qualifica suas intervenções no contato diário com ela. Afinal, o que se quer é tornar cada vez mais sofisticada, coerente e ativa a forma de ela apreender a realidade. 

Em rodas de conversa, é comum ouvir explicações curiosas sobre os fenômenos naturais, tais como: "O vento sopra o Sol para que ele não caia na Terra" e "A Lua segue o carro da gente pela estrada". Presente no cotidiano, a natureza está entre os primeiros aspectos sobre os quais os pequenos formulam teorias.

Um ponto importante para começar nessa aprendizagem é garantido já no primeiro ano de vida. O bebê adquire uma noção de abstração. Ele percebe que os elementos ao seu redor existem independentemente de os estar vendo - o conceito de permanência dos objetos.
Assim, ele passa a criar imagens mentais sobre as coisas - ele sabe que a mamadeira existe, por isso pode evocá-la mesmo quando não está em seu campo de visão. Com a aquisição da linguagem, a criança entra no território do simbólico: uma palavra, uma expressão corporal ou um desenho representam um objeto ou conceito e, com base na associação de alguns deles, cria-se uma ideia.
Com esses recursos, ela pensa sobre tudo o que vê, ouve e sente. Nesse contexto, entram em cena os famosos "por quês?". O fato, porém, é que os pequenos se põem muito mais questões do que expressam e as resolvem formulando teorias. Para isso, lançam mão de um repertório de informações e da observação dos fenômenos, relacionando-os de maneira muito particular. Uma característica desse processo é a de se colocarem como a figura central nas explicações - se eles estão dormindo e não podem ver o céu, a Lua não pode estar cheia (leia o diálogo acima). Esse princípio se liga à afetividade, que, segundo o francês Henri Wallon (1872-1962), é o que mais influencia a criança nas relações que estabelece entre as informações assimiladas. "É por isso que, quando ela pergunta 'por que fica de noite?', o adulto pode entender que ela está perguntando 'porque fica noite para mim?'", explica Heloysa Dantas, educadora estudiosa do pensamento de Wallon. "O adulto pode dar a explicação que achar conveniente, mas a que contentaria mais a criança em suas inquietações pessoais seria 'fica de noite para você poder dormir'."
Outras lógicas frequentes nas explicações infantis são o animismo e o artificialismo. Pela primeira, atribuem-se características e ações humanas aos mais diversos elementos da realidade ("O Sol vai dormir. Por isso, fica noite!"). De acordo com o segundo, entende-se que todos os fenômenos podem ser explicados por um processo de fabricação artesanal ("As montanhas se formam porque os homens colocam terra em cima"). Wallon define o pensamento infantil como sincrético, uma espécie de nuvem de elementos que vão se combinando para criar sentidos (veja o desenho abaixo e leia o diálogo acima).

“Este é o céu de noite. Aqui, a borboleta está dormindo, pintada de preto, porque tá escuro. Este é o céu de dia, com a borboleta vermelha porque tá claro.”  Giovanna
"Por que a fivelinha não sai voando?"  Monique
"Ela não tem asa para voar."  João
"Tudo o que a gente jogar vai cair no chão?"  Monique
"Vai! Só passarinho que não."  Giovanna
"E o que puxa as coisas para o chão?"  Monique
"Ímã!"  Giovanna
"Nesta parte da Terra está de noite porque os raios do Sol não tão batendo aqui. Eles tão batendo do outro lado do planeta, que vai girando ao redor do Sol. Quando anoitece, é o Sol que está escondido atrás das nuvens." Anita
Como se vê, a lógica científica não é o principal parâmetro da criança para esclarecer o funcionamento das coisas. "Ela relaciona o que lhe parece adequado, sem necessitar submeter a ideia a convenções preestabelecidas", afirma Heloysa. Sem se dar conta, os pequenos criam metáforas para explicar a realidade. "Daí a riqueza poética de sua forma de pensar. Entender o Sol e a Lua como namorados brigados que nunca ficam juntos segue o mesmo padrão de raciocínio apresentado por Camões, em Os Lusíadas, ao tratar uma pedra grande por Gigante Adamastor. É algo da natureza do pensamento infantil que apenas os artistas não abandonam em prol da lógica prática."
É preciso ainda levar em conta que a criança constrói formulações de acordo com suas possibilidades cognitivas. Os conhecimentos científicos - complexos e abstratos que requerem um raciocínio hipotético-dedutivo - ainda são inacessíveis aos pequenos. Mas é na Educação Infantil que eles começam um percurso de aprendizagem e desenvolvimento que os tornará capazes de operá-los melhor.
O bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934) diferenciou os dois tipos de conceito que convivem na compreensão da criança pequena sobre o mundo que a cerca: os científicos (assimilados na instrução formal) e os cotidianos (obtidos no convívio prático).

O pensador desenvolve sua teoria com base na ideia de que os primeiros saberes da criança sobre o mundo vão se sofisticando ou perdendo espaço para outros, mais próximos dos conhecimentos científicos. "Primeiro, ela conhece o cachorro da casa dela. Em seguida, vai entendendo que aquele cachorro é um ser vivo, para depois assimilar que pertence à espécie dos canídeos e também é um mamífero", explica Teresa Cristina Rego, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e especialista nas obras de Vygotsky.
As formulações criadas pelos pequenos nos primeiros anos de vida também estão ligadas a situações e elementos proporcionados pelo meio em que vivem. Ao ver uma foto de uma nebulosa (corpo celeste gasoso e nevoento), uma menina de 4 anos define: "É uma nave alienígena" - algo que dificilmente seria dito por uma criança de uma comunidade indígena isolada. A linguagem, portanto, é apenas uma das condições para o pensamento abstrato, que ajudaria a moldar esse olhar da criança e a sua forma de construir formulações.
Se a cultura influencia a observação e a explicação de fenômenos, também não se pode retirar da criança o papel principal do desenvolvimento de seu próprio pensamento. "Ela não se contenta em repetir o que é dado culturalmente. É ativa e produz em cima disso", argumenta Monique Deheinzelin, assessora da Escola Comunitária de Campinas, a 100 quilômetros de São Paulo.
Nessa construção, no entanto, alguns cuidados precisam ser tomados. Embora a explicação pessoal para os fenômenos naturais tenha grande importância no desenvolvimento infantil, cabe à escola aproximar os pequenos dos conhecimentos científicos. E isso vai se dando aos poucos. A criança pode até saber que está de noite porque os raios do Sol não batem aqui, em uma explicação que faria acelerar o coração de qualquer docente da pré-escola.
Na mesma conversa, no entanto, ela pode dizer que anoitece quando o Sol está escondido atrás das nuvens (leia a frase acima). Como analisa Zilma de Moraes Oliveira, professora aposentada da Faculdade de Filosofia, Ciências Sociais e Letras da USP, em Ribeirão Preto, a 315 quilômetros de São Paulo, o docente não deve nem ignorar o raciocínio infantil nem impor a teoria adulta. "O educador deve criar um ambiente de escuta. É uma atitude de inclusão da criança em um ambiente de reflexão", diz. "Compreendendo a linha de pensamento dos pequenos, o docente localiza pontos para intervir", afirma.

Quer saber mais?
CONTATOS
Heloysa Dantas
Teresa Cristina Rego
Zilma de Moraes Ramos de Oliveira

BIBLIOGRAFIA
As Origens do Pensamento na Criança, Henri Wallon, 540 págs., Ed. Manole, tel. (11) 4196-6000 (edição esgotada)
Henri Wallon: uma Concepção Dialética do Desenvolvimento Infantil, Izabel Galvão, 136 págs., Ed. Vozes, tel. (24) 2233-9000, 21,20 reais
Vygotsky - Uma Perspectiva Histórico-Cultural da Educação, Teresa Cristina Rego, 140 págs., Ed. Vozes, 21,20 reais
Pensamento e Linguagem, Lev Vygotsky, 216 págs., Ed. Martins Fontes, tel. (11) 3082-8042, 38,90 reais 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

INICIO DA SEMANA


“Sonho com uma escola em que se cultive a sabedoria de viver juntos: o olhar manso, a paciência de ouvir, o prazer em cooperar”

                                                                                                                                               Rubem Alves.

















8h – Chegada

8h30’ – Café da manhã

9h – Construindo o movimento no CEI com Cléia Varges

10h- Dividindo o grupo

ü  Grupo 1 – Preparando, o almoço, refeitório...

ü   Grupo 2 (Professoras e Aux. de Berçário)– O Corpo Fala? Continuando com Cléia Varges.

13h – Almoço

14h – Dividindo o grupo

ü   Grupo 1 – Avisos/comunicados – Direção
·         Regras e normas de convivência 
·         Calendário 2010

·         Regras e normas específicas

·         Organizando o almoço do dia 02/02


·         Limpeza – Diretoria e banheiros

ü   Grupo 2 (Professoras e Aux. de Berçário) – Devolução de semanários para professoras - Coordenação


Reunião por turmas          *Plano anual

                                      *Projeto Pedagógico


16h30’ – P.O. (todos juntos).
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02/01/2010 – Terça –feira


8h – Chegada

8h30’ Café da manhã

9h – Dividindo o grupo

ü  Grupo 1 – Preparar o Almoço/ arrumar o refeitório.

ü  Grupo 2 – Dinâmico

10h – Palestra com Supervisora Glória. (Falará sobre a alimentação e o ato de Educar)

12h – Almoço

13h30’ – Teatro - Falando de Limites

14h30’ – Preparando o CEI para receber as crianças no dia 03/02/2010 (as tarefas para este momento serão construídas pelo grupo no decorrer da semana e afixadas no mural pela coordenação no dia 01/02/2010).

16h30’ – Avaliação da Semana – Todos juntos.


Oração do Conhecimento

Início dos trabalhos de Avaliação e Planejamento de Atividades no CEI
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O conhecimento é um trunfo para que saibamos amar a todas as pessoas, sem que nos importemos delas serem absolutamente diferentes de nós. Se há ódio por outro povo, por outra raça, se há intolerância por outra cultura, basta que se saiba como são, como vivem, o que amam, e o horizonte se amplia. O conhecimento é amigo. Amigo permanente, que nos torna livres da dependência constante de intérpretes. Nós sabemos, e isso nos dá segurança para acreditar nas nossas crenças e para sonhar os nossos sonhos. O conhecimento é humilde. Quanto mais se conhece, mais se percebe o quanto falta para alcançar seu cume. Lugar que talvez nunca seja atingido, embora isso não nos dispense da subida. O cume nos aguarda como a flor aguarda o beija-flor, e como a noite aguarda a aurora. O conhecimento é simples. E nessa simplicidade se percebe que, além da cultura que vem dos livros, é preciso contemplar a tradição de tantos e tantas que atingiram a sabedoria sem nunca ter chegado ao título de doutor. São doutores da vida, e de vida intensa. O conhecimento é sedutor. É envolvente saber que, a cada dia, uma nova lição pode ser aprendida. O barco está no oceano, e não há rotina. Todos os dias, é preciso ir em direção a algum lugar. As ondas são ora tranqüilas, ora gigantescas. Os peixes que fazem companhia vão mudando. Os perigos se avizinham. Mas o barco continua sua trajetória. O conhecimento é livre. Viver com as amarras da superstição, dos medos todos que enfeitiçam nossa alma, é desrespeitar a nossa própria inteligência. E a liberdade é uma vocação natural daqueles que não querem viver a consultar coisas que não têm sentido e que nos diminuem. O conhecimento é divino. Tu és a essência do conhecimento. Nossa inteligência nasce da Tua inteligência. Nossa sabedoria só se faz sabedoria se encontra a Tua. Tu és o Artista perfeito, Tu nos moldaste para que pudéssemos, cada um de um modo, porque somos livres, buscar o conhecimento e viver com dignidade. E, às vezes, por preguiça ou desconhecimento, navegamos em outros mares e experimentamos a infelicidade. Abençoa, Senhor, os Teus filhos que precisam conhecer mais e melhor. Retira de nós as amarras que nos impedem a sabedoria do ofício de viver. Retira de nós o medo do novo. Retira de nós a arrogância de quem acha que nada mais é preciso aprender e de quem se sente dono da verdade. São esses paradigmas como travas que nos impedem de evoluir. E nós nascemos para a evolução. Assim viveram os santos. Buscaram sem descanso a santidade. Assim viveram os perfeitos. Buscaram de igual forma a perfeição. Que o conhecimento nos aproxime de Ti. E que, conhecendo mais, acreditemos ainda mais que, tudo o que existe, existe por Ti e para Ti. Assim seja!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

29/01/2010 – Sexta-feira


“Sonho com uma escola que cultive arte do pensar, porque é a partir dela que se constroem todos os saberes”. Pensar é saber o que fazer com as informações.
Rubem Alves.

13h – Pensando o Plano Anual com Aline Rosa Gilg
16h – Devolver semanários para a Coordenação.
16h30’ – Organizando os espaços para a reunião de pais. (banco, café, mesas etc). 

Usaremos o refeitório do primeiro andar. As funções de cada um estarão afixadas no mural.
Horário das reuniões:

17h – Reunião de pais MG
18h – Reunião de pais B II
19h – Reunião de pais B I
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TRÊS GRUPOS.
1.  AGORA VAMOS PENSAR QUE HISTÓRIAS SERIAM BASTANTE SIGNIFICATIVAS PARA TRABALHAR COM AS CRIANÇAS...
2.  QUE EVENTOS PODEMOS FAZER À LUZ DESSE TEMA?COMO PODEMOS PENSAR AS DATAS COMEMORATIVAS DO CEI? A FESTA DOS ANIVERSARIANTES PODE FAZER PARTE DESSE PROJETO?
3.  PODEMOS ENSINAR ALGO AOS PAIS COM ESSE TEMA?O QUE?
4.  PODEMOS CONTRIBUIR COM A COMUNIDADE SOB ESSE TEMA?O QUE FAREMOS COMPLETAMENTE DIFERENTE DE TODAS AS CRECHES DENTRO DESSE TEMA? 
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BÚSSOLA

     MOVIMENTO / MÚSICA   Quais são as músicas que vamos ensinar a cantar? Quais vão apenas ouvir? Que intenção temos ao escolher as músicas? Que movimentos vamos explorar? Percebi alguma dificuldade de movimentação na minha turma o ano passado e preciso alertar a professora desse ano?

     LINGUAGEM ORAL E ESCRITA  Quanto eu li nessas férias? O que tenho a acrescentar aos meus pequenos neste início de atividade? Que habilidades quero desenvolver com eles? Quais técnicas vou experimentar? O que vou ler pra eles?

     MATEMÁTICA  Que tipo de atividades vou desenvolver para iniciar a formação do pensamento lógico concreto?Que materiais vou utilizar e preciso solicitar da coordenação.

    ARTES Que aspectos da arte vou focar esse ano, além das visuais?Uma experiência interessante pode ser a tridimensional (3D) a escultura...experimentar melecas e diferentes texturas...

     NATUREZA E SOCIEDADE  e por fim, mas só pro uma questão didática...pois teríamos muitas coisas para pensar... que espero incitar, provocar nos “meus pequenos” para que eles tenham referencias de como respeitar a própria natureza, o outro e enfim a sociedade? Que visão/concepção de relacionamento ensinarei este ano? É preciso ensinar a ser ecológico...politicamente correto...como fazer isso com o berçário?
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Aline Rosa Gilg

SONHO

“Sonho com uma escola em que se cultive o prazer de ler, jamais o hábito da leitura”.
Rubem Alves


8h – Chegada
8h30’ – Café da manhã com muitos autores...
9h – Dividindo o grupo
Grupo 1 – Preparando os detalhes para o almoço e organização do refeitório.
Grupo 2 (Professoras e Aux. de Berçário)–Dinâmica
10h – Falando sobre Linguagem – Heide
12h – Almoço – (Cada um cuidará do asseio de seu espaço e da limpeza da louça.)
13h - Continuação do trabalho com Heide
15h – Agradecimentos pelo dia
15h30’ - Aniversariantes do mês: Carol, Kátia e Simone
16h – Organização da cozinha (deixar tudo, o que for possível, pronto para a Reunião de Pais, de amanhã)

16h30’ - P.O. - Pensando nos Contos de Fada... Com qual história eu termino o dia de hoje?

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. À luz da epígrafe de Rubem Alves “Sonho com uma escola em que se cultive o prazer de ler, jamais o hábito da leitura”. Iniciamos os trabalhos às oito horas com a chegada dos funcionários e troca das primeiras idéias acerca do semanário e do planejamento das atividades. As 8h30’, iniciamos a oração de agradecimento pelo dia conduzida pela PDI Manuela e em seguida o café da manhã com muitos autores, saboreamos a refeição acompanhados de grandes nomes da Educação sendo apresentados em sua biografia sobre a mesa. Fomos provocados na nossa curiosidade para observar a vida dos nomes mais comuns no nosso estudo e pesquisa na área de educação. Em seguida a direção e coordenação orientaram para as próximas atividades, seguindo o cronograma. As 9h O grupo foi dividido em Grupo 1 – Preparando os detalhes para o almoço e organização do refeitório. Grupo 2 (Professoras e Aux. de Berçário). Preparamos cartões de aniversário para aniversariantes do mês. As10h, falando sobre Linguagem, sobre a linguagem corporal, gestual, de sinais, oralidade e audição, timbre, altura, articulação a Fonoaudióloga e Representante do Governo no Conselho Municipal da Criança e do Adolescente Sra. Adelheidi Pasetti. Começou contando que tem uma vasta experiência comissão do enfrentamento à  violência sexual a criança e o adolescente, observou que esse abuso se dá voz, no contato e alertou que mulheres também  abusam de crianças e o número de mulheres com transtorno psiquiátrico de pedofilia infantil é mascarado pela figura cultural que a mulher representa na sociedade como mãe, cuidadora etc. Comentou que no  processo de desenvolvimento da linguagem a siglas se desenvolvem quase que como um código secreto e agente se habitua. E parabenizou, em seguida a Parada Pedagógica pela participação de todos os  funcionários, uma vez que o processo de desenvolvimento da linguagem infantil se dá na relação da criança com todo o corpo de funcionários dentro da instituição.Em seguida questionou o grupo sobre quem seria o  fonoaudiólogo, o que ele faz, qual o seu papel e partiu da origem da palavra para apresentação: Fono = fala, Audio =escuta e Logia =estudo.Perguntou ainda aos profissionais sobre o contato com especificidades dessa área já que o professor trabalha com a linguagem oral e escrita e não tem em sua formação (graduação) um olhar específico para esse aspecto. Depois, iniciou a apresentação sobre diversos aspectos da linguagem afirmando que um bebê dentro do corpo da mãe, por exemplo,  está em um processo de desenvolvimento da linguagem, afeto cultural...o contato físico se dá posteriormente mas a audição e fala são estimuladas a partir do momento em que as células masculinas e femininas se unem. Para que pudéssemos nos dar conta do nosso próprio corpo ela conduziu um relaxamento. Pediu que contássemos, aleatoriamente como tinha sido a experiência e algumas pessoas se pronunciaram colocando aspectos positivos e negativos. A nossa primeira linguagem é a do corpo... Corpo comandado pela voz. O assunto seguido deste foi  a saúde da criança e a atuação preventiva e terapêutica do fonoaudiólogo. Tratou especialmente da alimentação e acrescentou a importância comida como recurso pedagógico,  é um excelente facilitador de aprendizagem.12h – Almoço – (Cada um cuidou do asseio de seu espaço e da limpeza da louça. 13h - Continuação do trabalho com Heidi, reiniciou diferenciando gagueira de disfluencia, deu inúmeras dicas e cuidados que se deve ter na observação do desenvolvimento, para não “diagnosticar patologias”, pois quem o faz é o profissional da área, o educador deve observar e descrever suas preocupações com a diferença de desenvolvimento se comparado com as demais. Falou ainda sobre a influência cultural na diversidade lingüística.Limitou a ação do professor à observação e estimulação do desenvolvimento e caso algo chame atenção investigar os aspectos culturais da linguagem da a família e usar o bom senso ao encaminhar ao especialista. Nós precisamos enxergar o outro como ele é, é o respeito que precisa desenvolver, os ritmos, o outro tem uma história e nós precisamos conhecer para superar obstáculos e tentar trabalhar e assumir que nem sempre somos capazes, somos humanos e estamos em constante aprendizagem de nós mesmos e dou outro.15h30 – Agradecimentos pelo dia e organização ficou por conta da PDI – Vania e em seguida descemos para o refeitório para a comemoração dos  Aniversariantes do mês: Carol, Kátia e Simone, cuja organização da PDI Manuela e a finalização se deu com a  Organização da cozinha (deixar tudo, o que for possível, pronto para a Reunião de Pais, de amanhã). Sob o Ponto de Observação: Pensando nos Contos de Fada... Com qual história eu termino o dia de hoje? Deu-se por encerrada e estimulação e exercício pedagógico de hoje.

Aline Rosa Gilg

a

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

PENSANDO O PROJETO PEDAGÓGICO 2010

 
A importância do saber contar histórias na Educação Infantil.
Ler histórias para crianças é poder sorrir, rir, gargalhar com as situações vividas pelas personagens, é suscitar o imaginário, é ter curiosidade respondida em relação a tantas perguntas, é encontrar idéias para solucionar questões. É uma possibilidades de descobrir o mundo imenso dos conflitos, dos impasses, das soluções que todos vivemos e atravessamos.
É ouvindo histórias que se pode sentir emoções importantes como a tristeza, o pavor, a insegurança,a tranqüilidade e tantas outras mais.
“É através duma história que se podem descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e de ser, outra ética, outra ótica...É ficar sabendo História, Geografia, Filosofia, Política, Sociologia,sem precisar saber o nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula...”.( ABRAMOVICH,1995, p. 17).
A leitura é uma forma exemplar de aprendizagem, é um dos meios mais eficazes de desenvolvimento sistemático da linguagem e da personalidade. Favorece a remoção de barreiras educacionais, principalmente através da promoção do desenvolvimento da linguagem e do exercício intelectual, aumentando a possibilidade de normalização da situação pessoal de um indivíduo.
A exposição à leitura da histórias no seio familiar durante os anos pré-escolares, leva muitas crianças ao sucesso escolar. As crianças que vivem num ambiente letrado desenvolvem um interesse lúdico com respeito às atividades de leitura e escrita, praticadas pelos adultos que a rodeiam. Esse interesse varia de acordo com a qualidade, freqüência e valor destas atividades realizadas pelos adultos que convivem com as crianças. Se uma mãe ler para seu filho textos interessantes e com boa qualidade, nota-se que estará transmitindo a ele informações variadas sobre a língua escrita e sobre o mundo. Isso é de suma importância para a criança, pois irá levá-la a interessar-se cada vez mais pela leitura das histórias ouvidas.
Ao adentrar no mundo escolar, a leitura não mais se realizará como na família, devendo sofrer modificações que são vitais para o desenvolvimento da aprendizagem. Para poder transmitir à criança uma visão clara do que se está lendo, o professor deverá ter algumas atitudes, tais como:
· Visualizar o livro para a criança, através da exposição das gravuras;
· Ler de forma liberal, porém clara e agradável, atraindo a atenção da criança;
· Manter-se aberto para as perguntas das crianças, incentivando a troca de comentários sobre o texto lido.

O QUE DEVEMOS LER PARA AS CRIANÇAS

Nas transformações da leitura de histórias em atividades pedagógicas, a nossa preocupação maior é com a qualidade da leitura que iremos realizar para as crianças.
Assim, a escolha dos livros deve ter alguns princípios básicos que possam garantir a eficiência do trabalho pedagógico, ou seja:
a) qualidade de criação;
b) estrutura da narrativa;
c) adequação às convenções do português escrito;
d) despertar o interesse da criança;
e) simplicidade do texto;
Isso nos garantirá, além de oportunizar o contato da criança com o uso real da escrita, levar a mesma a conhecer novas palavras, discutir valores como o amor e o trabalho, levá-los a usar a imaginação, tornando-os criativos e capazes de pensar.
A leitura deve se transformar em atividade de rotina, pois o escutar histórias desenvolve naturalmente um interesse cada vez maior em aprender determinadas histórias e reproduzi-las oralmente.
O professor deve procurar assegurar às crianças o acesso aos livros, agindo como elemento facilitador e incentivador da criança pela leitura à medida que não se comporta como leitor e sim como expectador das leituras que são reproduzidas pelas crianças.

POR QUE CONTAR HISTÓRIAS ?

Contar histórias é a mais antigas das artes. Nos velhos tempos, o povo assentava ao redor do fogo para esquentar, alegrar, conversar, contar casos. Pessoas que vinham de longe de suas Pátrias contavam e repetiam histórias para guardar suas tradições e sua língua. As histórias se incorporam à nossa cultura. Ganharam as nossas casas através da doce voz materna, das velhas babás, dos livros coloridos, para encantamento da criançada. E os pedagogos, sempre à procura de técnicas e processos adequados à educação das crianças, descobriram esta “mina de ouro” as histórias.
Parte importante na vida da criança desde a mais tenra idade, a literatura constitui alimento precioso para sua alma. É conhecendo a criança e o mistério delicioso do seu mundo que podemos avaliar todo o valor da literatura em sua formação. As crianças tem um mundo próprio, todo seu, povoado de sonhos e fantasias.
A história é contada visando:
· deleitar a criança;
· infundir o amor à beleza;
· desenvolver sua imaginação;
· desenvolver o poder da observação;
· ampliar as experiências;
· desenvolver o gosto artístico;
· estabelecer uma ligação interna entre o mundo da fantasia e o da realidade;
No sentido da língua, particularmente, as histórias:
· enriquecem a experiência;
· desenvolvem a capacidade de dar seqüência lógica aos fatos;
· dão o sentido da ordem;
· esclarecem o pensamento;
· educam a atenção;
· desenvolve o gosto literário;
· fixam e ampliam o vocabulário;
· estimulam o interesse pela leitura;
· desenvolvem a linguagem oral e escrita;
As histórias são fontes maravilhosas de experiências. São meios preciosos de ampliar o horizonte da criança e aumentar sue conhecimento em relação ao mundo que a cerca. Mas é precioso saber usar as histórias para que dela as se alcance retirar tudo o que podem dar à educação. Um dos principais elementos a ser alcançado é o poder de imaginação que, tirando a criança do seu ambiente, lhe permite ao espírito “trabalhar” a imaginação. As histórias têm como valor específico o desenvolvimento das idéias, e cada vez que elas são contadas acrescentam às crianças novos conhecimentos.
“ O ouvir histórias pode estimular o desenhar, o musicar, o sair, o ficar, o pensar, o teatrar, o imagiar, o brincar, o ver o livro, o escrever, o querer ouvir de novo ( a mesma história ou outra). Afinal, tudo pode nascer dum texto!” (ABRAMOVICH, 1995, p. 23)

COMO CONTAR HISTÓRIAS?

Uma história deve ser contada emocionalmente e não simplesmente apresentada em seu enredo. Uma boa história é uma obra aberta, que permite muitas leituras, muitos caminhos, muitas saídas.
Contar uma história é fazer a criança sentir-se identificada com os personagens. É trazer todo o enredo à presença do ouvinte e fazer com que ele se incorpore à trama da história, como parte dela.
As crianças agem, pensam, sentem, sofrem, alegram-se como se fossem elas próprias os personagens. A história assim vividas pode provocar-lhes sentimentos novos e aperfeiçoar outros. Por isso as histórias não devem ser deprimentes. O final deve ser feliz, para transmitir aos ouvintes uma emoção sadia. O principal na arte de contar histórias é saber despertar a emoção.Quando as crianças nos pedem que lhes contemos histórias é porque sentem necessidade de sair de si mesma, de experimentarem uma nova sensação. Para se contar bem uma história é preciso possuir habilidade, treino e conhecimento técnico do trabalho, pois os valores artísticos, lingüístico e educativos dependem da arte do narrador. Os segredos de um contador de histórias são:
a) Curta a história – o bom contador acredita na sua história, se envolve e vibra com ela. Se o professor não estiver interessado, dificilmente conseguirá interessar as crianças.
b) Evite adaptações – deve-se ler o que está escrito no livro. Não privar os alunos do contato com o texto literário. Os velhos contos de fadas são histórias cheias de fantasias e de poesia. Lidam com sentimentos fundamentais do ser humano: o medo, a angústia, o ódio, o amor. Permitem à criança exercitar através da imaginação, soluções para problemas concretos da vida, que interessam ao adulto.
c) Não explique demais – a adaptação de histórias é uma descaracterização da história na vida da criança. Muitas vezes, a história exerce a função de desenvolver ou até prolongar o mistério. Ao fazer a tradução ou adaptação, o professor deixa tudo muito bem esclarecido, não restando qualquer mistério. Ao ser encerrada, a história realmente se encerra, deixando de existir para a criança.
d) Uma história é um ponto de encontro – ao entrar numa roda de história, a criança participa de uma experiência comum que facilita o conhecimento e as ligações com as crianças.
e) Uma história também é um ponto de partida – a partir de uma história é possível desenvolver outras atividades: desenho, massa, cerâmica, teatro ou o que a imaginação sugerir.
f) Moral da história – nenhuma, ou melhor, várias. Essa história sobre os segredos das histórias e os contadores de histórias é só o começo, o resto quem conta somos nós, com a experiência, imaginação e bom senso.
g) Comentar a história – fazer perguntas diretas para a criança, verificando se ela figurou bem cada um dos caracteres, se os moldou de acordo consigo mesma, se o caráter que nos apresenta é o que pretendíamos transmitir.
h) Dar modalidades e possibilidades da voz – sussurrar quando a personagem fala baixinho ou está pensando em algo importante, falar tão baixo de modo quase inaudível, nos momentos de dúvidas,e usar humoradamente as onomatopéias, os ruídos, os espantos, levantar a voz quando uma algazarra está acontecendo. Ë fundamental dar longas pausas quando se introduz o “Então...”, para que haja tempo de cada um imaginar as muitas coisas que estão para acontecer em seguida.
As histórias são expressões de uma mesma personalidade em evolução, do princípio do prazer da realidade. Podem mostrar à criança que a transformação, a mudança e o desenvolvimento são possíveis. Que o prazer não é proibido.
Contar histórias é uma arte. Deve dar prazer a quem conta e ao ouvinte. As histórias têm finalidade em si. Contadas ou lidas constituem sempre uma fonte de alegria e encantamento. Por  isso as atividades de enriquecimento devem ser leves e espontâneas.
A dramatização é uma das melhores atividades de enriquecimento, pois além de ser uma das preferidas pelas crianças, oferece valores imprescindíveis ao desenvolvimento de um bom programa de literatura.
O objetivo da hora das histórias é a familiarização com a literatura. Desde muito cedo, a criança gosta de ouvir a história da sua vida, a mais importante para ela. À medida que cresce, começa a solicitar determinadas passagens que deseja ouvir.
Histórias sobre fatos reais são importantes, porque ajudam a criança a entender sua origem e que tipo de relações existe entre ela, as pessoas e os lugares.
Da mesma forma, as histórias inventadas são importantes. Desde cedo a criança precisa saber de coisas que não fazem parte de sua experiência cotidiana. É comum ela ter um amigo imaginário ou atribuir qualidades humanas e sobrenaturais a um brinquedo ou a um animal.
As histórias lidas somam-se então às inventadas, passando a fazer parte de um mundo onde a realidade e a imaginação se completam. Os livros aumentam o prazer de imaginar coisas. A partir de histórias simples, a criança começa a reconhecer e interpretar sua experiência de vida real.
A hora de curtir um livro juntos é a hora de partilhar: um livro de histórias curtas, contadas com palavras fáceis de ler e entender, ilustrado com imagens que falam da história, das personagens e ações que estão sendo; lidas e mostradas, que faça pensar em coisas novas, que informe, que faça rir de verdade, que seja engraçado, que faça brincar com as mãos, olhos e ouvidos. O importante é que nessa hora não haja pressa, contando ou lendo tudo de uma só vez. É preciso respeitar as pausa, perguntas e comentários naturais que a história possa despertar, tanto em quem lê quanto em quem ouve.

CONCLUSÃO: Criança interessadas em estudar, este é objetivo primordial de todos os pais. Porém, não sabem eles que é a parir de um conto de histórias que estão estimulando seus filhos a apreciar os estudos com olhos de interesse e não de sofrimento. É no contar uma história que estimulará seus filhos a fantasiar, e trazer de alguma forma esta história para sua realidade.
Esta busca da literatura se faz em grandes livros infantis, escritos por grandes autores que trazem lindas histórias com grandes morais e final. Mas não se faz uma grande fantasia se não soubermos passar isto a criança.
Este foi o grande objetivos do trabalho, tentar de alguma forma ensinar educadores a contar histórias, que ao meu ver não é nada fácil. Sabendo o que ler, como ler, e entender sua importância é a grande base da literatura.
Estimulando as crianças a imaginar, criar, envolver-se já é um grande passo para sua carreira.
A literatura na infância é o meio mais eficiente de enriquecimento e desenvolvimento da personalidade: é um passaporte para vida e para a sociedade. É na infância que se adquire o gosto de ler, por isso que é de suma importância o conto, pois o fantasiar antecede a leitura.

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